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>> sábado, 5 de dezembro de 2009


Ode aos Curtos: vintage

Porque estou com amigos em South Ruislip nesse momento, e a vida por aqui tem um ar meio vintage, resolvi sacudir a poeira dessa seção do blog e postar uma seleção de curtos da Timeless Vixen Vintage, uma loja que eu adoro, do Etsy. Mesmo sabendo que, talvez, nem tudo eu usaria, é gostoso de olhar.








Quer dizer, acho que usaria tudo, sim! Isso tudo é so me!



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>> quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


In case you were wondering...

Olha que menu interessante. Tudo descrito informalmente, como se as pessoas que vão ler fossem somente amigos próximos, sem frescura mesmo! E uma celebração de casamento tem que ser feita de amigos, não é? Para os amigos a gente não precisa enfeitar o pavão.

Descreve uma breve história do local da festa, das louças, de tudo o que importa:




Imagem: Oncewed

Postagem Programada - Já que estou na Zoropa (sic)!


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>> terça-feira, 27 de outubro de 2009


Serviço à francesa

Todos que me conhecem bem sabem que eu tenho lá minhas frescuras. Mas, existe algumas regrinhas de etiqueta que eu faço questão de me manter de fora. Porque acho que o principal numa celebração, seja ela de que tipo for, é que todos os presentes sejam pessoas queridas, e os anfitriões bons o suficiente para criar uma atmosfera de aconchego, que na minha opinião, não combina em nada com um alto grau de formalidade. Seja sincera, quando você vai receber os amigos, tudo o que quer é que eles se sintam bem, confortáveis e felizes, não é verdade? Mas, como ser feliz se durante todo o tempo você precisa se preocupar com que talher usar em cada prato oferecido, onde colocar as mãos e o que fazer com o pratinho de pão?

Por isso, se você quiser oferecer um jantar à francesa, por exemplo, antes de qualquer coisa tenha a absoluta certeza de que esse tipo de serviço combina com os seus convidados, e que não os deixará desconfortáveis. Na minha opinião, em qualquer caso, o ideal é unir hábitos do passado ao estilo de vida atual. Com elegância, praticidade, regras menos rígidas e menos formalidades. Apenas o fundamental para tornar sua mesa atraente e sua refeição um sucesso. E se você for convidado de um jantar à francesa, não custa nada aprender um pouquinho mais sobre esse serviço, para se sentir mais à vontade e seguro a noite toda.

Seguindo a etiqueta
Algumas regras são básicas e indispensáveis na hora de arrumar a mesa, mesmo que você não goste muito de formalidades, assim como eu. Porque uma coisa é certa e dela você não pode fugir: se escolheu esse tipo de serviço, faça bem feito, com classe. Como tudo na vida.



Toalha: Limpa é pouco, deve estar um brinco. Muito bem passada, sem vincos ou manchas e ter uma caída de, no mínimo, 25cm nas laterais.

Disposição dos lugares à mesa: Estabeleça uma distância de mais ou menos 50cm entre um lugar e outro. Esse espaço é suficiente para a colocação de pratos, talheres e copos, além de garantir conforto aos convidados na hora da refeição e favorecer a interação entre eles. Esse é o espaçamento ideal em qualquer ocasião, seja ela formal, ou não.

Sousplats e Louças: O sousplat deve ser disposto a uma distância de 2 dedos da borda da mesa. Coloque o prato principal sob o de entrada, seja para sopa ou salada, sempre seguindo a ordem de serviço. Acima dos pratos, à esquerda, fica o pratinho de pão.


Talheres: A disposição deles deve ser feita de acordo com a ordem de uso, de fora para dentro. Isto é, os mais distantes do prato são os primeiros a serem usados, seguindo a seguinte disposição: o garfo maior (de carne) fica mais próximo do prato, seguido do de peixe (se houver essa opção no cardápio) e logo do lado dele o de salada.
À direita do prato, ficam as facas. A maior (de carne) mais próxima ao prato, seguida da de peixe e ao lado dela a de salada. Caso o cardápio ofereça sopa, a colher fica imediatamente ao lado da faca de salada.
Acima dos pratos são colocados os talheres de sobremesa, deitados. O garfo deve ser disposto com os dentes apontados para a direita e a colher acima dele, apontando para a esquerda. Se houver faquinha para descascar frutas ou cortar queijo, ela deve ficar imediatamente acima da colher, com a lâmina voltada para dentro e o cabo apontando para a direita. Na sobremesa, a colher assume a função de faca, sempre na mão direita. Para finalizar, a faca de manteiga fica apoiada na borda superior do prato de pão, com cabo apontando para a direita e lâmina voltada para dentro.

Guardanapos: Podem ser dobrados das mais variadas formas. Mas, assim como a toalha, precisam estar impecáveis. Absolutamente limpos e livres de manchas, além de muito bem passados. Todos sempre dobrados da mesma maneira e colocados à esquerda do prato, após os talheres. Também é permitido que eles sejam dispostos centralizados sobre os pratos. Mas, jamais devem ser colocados embaixo dos talheres. Em outros tipos de serviço, existe uma infinidade de maneiras criativas para exibir os guardanapos. Mas, nesse caso, uma das duas formas descritas acima é o ideal.


Taças: Ficam à direita do prato, acima das pontas das facas. A disposição recomendada é a seguinte: da esquerda para a direita coloque primeiro o copo de água (maior), seguido do de vinho tinto (médio) e o de vinho branco (menor). Todos levemente na diagonal, com o copo maior mais acima e o médio e menor respectivamente mais abaixo (como na ilustração maior). A taça de champagne é colocada atrás deles, entre os dois copos de vinho. A mesma regra vale também para copos sem pé.

Serviços (bem) mais formais

  • Nesse caso, ou quando houver um número grande de convidados à mesa, é interessante marcar os lugares, que podem ser indicados pelos próprios anfitriões, ou estar marcados por placements.


  • Também é indicado intercalar homens e mulheres e pessoas mais e menos íntimas, para criar interação entre os convidados à mesa. Além disso, geralmente os anfitriões ocupam as cabeceiras e os convidados de honra, os lugares à direita deles. Na hora de levar os convidados à mesa, as mulheres tem prioridade e os homens devem ajudá-las na hora de se sentar, puxando as cadeiras.


  • É imprescindível a contratação de garçons ou copeiras para esse serviço. A equipe deve ser elegante, ter uma postura adequada e conhecer as técnicas de servir.


  • Uma mesa seguindo as regras de etiqueta pede copos de água sempre cheios, pãezinhos nos pratos e velas acesas no momento em que os convidados forem levados aos seus lugares.


  • O serviço é sempre feito pela esquerda e retirado pela direita. O garçom traz a travessa com talheres de servir com os cabos voltados na direção dos convidados para que eles mesmos se sirvam.


  • As bebidas são servidas desde a chegada dos primeiros convidados. Primeiro a água, e depois os vinhos, de acordo com o menu. O champagne pode ser servido desde o início ou apenas na hora da sobremesa.

Em todos os casos

É muito bonito e atual usar jogos americanos na hora de compor a mesa. Formato, cor e material são definidos a seu gosto, de acordo com o estilo de cada ocasião.

Cuidado na hora de escolher os arranjos de flores. Seu tamanho não deve atrapalhar a disposição e uso dos utensílios à mesa. Para arranjos baixos prefira as flores que não são muito perfumadas, para não interferir no aroma da comida. Também não exagere na altura deles, para que as pessoas possam se ver facilmente. Tenha esse mesmo cuidado com a chama das velas, que devem ficar acima, ou abaixo da linha dos olhos das pessoas.

Também não existe uma regra rígida em relação aos materiais do faqueiro, que pode ser de prata, aço inoxidável e até mesmo ter os cabos revestidos de outros materiais, como madrepérola, madeira, ou bambu. O importante é que, assim como os jogos americanos, combinem com o estilo da decoração, louças, taças e outros elementos que compõem a mesa.

Outros detalhes

O mais importante na hora de dispor os utensílios é pensar na praticidade. A arrumação da mesa não só deve seguir a ordem de serviço, mas também as características do cardápio. Por isso, só disponha à mesa os utensílios que serão utilizados (como na foto ao lado, onde foram eliminados os talheres de peixe e uma das taças de vinho). Se você só vai servir salada para a entrada e uma carne como prato principal, coloque somente os talheres destinados à eles. Todos os demais são dispensáveis. O mesmo ocorre com as bebidas. Se não for servir vinho branco e champagne, as taças, logicamente, são eliminadas da mesa.

No mais, o que importa é que o cardápio seja bem escolhido, as bebidas bem combinadas e geladas, tudo delicioso e amigos muito queridos. Dessa maneira, não existe possibilidade do seu jantar ser outra coisa, senão, um sucesso!


Imagens: Revista Kaza Festas

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>> terça-feira, 20 de outubro de 2009


Convidado fumante, e agora?


Preciso confessar um pecado: sou fumante. Sim, eu sei que alguns se decepcionaram agora e peço desculpas. E hoje em dia, me sinto quase um E.T. em São Paulo. Cada vez que desembarco no aeroporto de Congonhas, tenho a impressão de que a qualquer momento vai aparecer alguém e carimbar minha testa com a palavra "fumante", como se fosse um visto de entrada. E aí, em certos lugares eu entro, e em certos lugares eu não serei bem-vinda, portando ou não os "canudinhos".
Mas, agora, sem brincadeira, acho que o José Serra acertou na mosca com a lei antifumo. Está corretíssimo. Mesmo sendo fumante - e agora tendo o incômodo de ter que sair de qualquer lugar que esteja, debaixo de chuva ou de sol para fumar meu cigarro-, acho que está certo. Ninguém é obrigado a almoçar em um restaurante e ter um vizinho de mesa soltando baforadas na sua direção. Mesmo que um estivesse na área de fumantes e o outro não, na maioria das vezes essas áreas não tinham nenhuma separação ou máquinas para "sugar" a fumaça, como existe em alguns aeroportos pelo mundo.

Eu, por exemplo, nunca fumei em restaurantes. Acho de uma indelicadeza e falta de educação sem tamanho. Mas, nem todo mundo pensa assim, não é? Eu mesma, como fumante, já me senti incomodada um par de vezes com a fumaça de cigarro vinda de mesas vizinhas enquanto almoçava. E na casa de antitabagistas nem tiro minha carteira de cigarros da bolsa, não fumo mesmo. Se tiver um quintal, corro pra lá. Se não tiver, sofro sozinha com a minha abstinência. Porque já é horrível ter um vício sozinha, agora, fazer com que todos se sintam mal com o seu vício, é o fim da picada!

E para quem não fuma, nunca fumou, tem horror de cigarro e vai dar uma festa em casa, como receber um fumante? Esssa parte do planejamento pode ser uma saia justa. Principalmente se, além dele, vai receber cerca de outros dez amigos, nenhum deles fumantes. Agora, além da lista de "sou vegan", "tenho alergia a frutos do mar", "não como carne", "sou diabética", entrou mais essa: "sou fumante!"

Convém, portanto, dispor de medidas de proteção, caso você seja o anfitrião. Porque, agora, depois da lei do Serra, onde há fumaça a discussão pega fogo!

Como se comporta um bom anfitrião?
1. Se você tem quintal ou varanda e não chove no dia D, monte ali o território das baforadas e, claro, avise aos convidados. Mantenha a porta da varanda encostada para não incomodar os não fumantes dentro de casa.
2. Coloque uma mesa de apoio para copos, deixe cinzeiros à disposição, e lembre-se de esvaziá-los o tempo todo. Não existe nada mais patético do que um convidado equilibrando cinzeiro, copo e cigarro, tudo ao mesmo tempo.
3. Não esqueça de usar incensos, velas e/ou spray antitabaco para manter o ar íntegro.
4. Se sua casa não dispõe de varanda ou quintal, coloque a culpa no José Serra e proíba o fumo, radicalmente. Fazer o quê, né? Pense também nos não fumantes que não são obrigados a fumar por tabela. Você pode também ser menos radical e sugerir uma chegadinha na janela. Nesse caso, não esqueça de disponibilizar apoio para as parafernalhas que acompanham um fumante, seguindo o exemplo do item 2.
5. Agora, se a sua festa for tipo baladinha com muitos convidados, fica difícil controlar o fumacê. A casa vira meio que um território sem lei e a educação de não fumar em ambientes fechados parte de cada um. O máximo a fazer é distribuir cinzeiros (mantê-los limpos, claro), spray neutralizador (um pouco inútil nesse caso) e, no dia seguinte, mandar lavar almofadas, cortinas, mantas, etc...

Como se comporta um bom visitante-fumante?
1. Dê um olhar rasante pela casa em busca de um cinzeiro ou de um cúmplice na empreitada. Se não encontrar, segure a noite sem cigarro ou pergunte ao anfitrião se existe algum lugar reservado para este fim, ou se pode fumar onde está. Sinta se o tom é de "pode, sim, fazer o quê?" ou se a permissão é sincera.
2. Não fume do banheiro, jamais! Pense no próximo.
3. Use o vento a seu favor. Na varanda, mantenha-se do lado oposto a ele, que deve passar pelos outros convidados primeiro e depois por você. Na janela, se ficar contra o vento, a fumaça vai invadir os salões. Ou seja, é uma luta constante que exige treinamento intenso!
4. Sopre a fumaça para cima e para longe dos outros.
5. Engula-a quando um antitabagista-ortodoxo-assumido se aproximar.

O que eu entendo, pelo menos por mim, é que o cigarro é um vício triste e difícil de ser controlado. Porém, o mínimo de educação é exigido de qualquer um. Por isso, aprovo a lei antifumo. Acho até que os ambientes estão ficando mais limpos, mais cheirosos e as pessoas se controlando mais para fumar menos. Só pode ser uma coisa boa, mesmo para os fumantes, não é?

Acho interessante aproveitar que ser fumante virou cafonice e tentar reduzir, ou mesmo parar de fumar. É o que estou tentando fazer, e aconselho aos demais. Por uma vida livre de nicotina, unhas amareladas, roupas e cabelos impregnados. Que nojo!


*Alguns trechos retirados da matéria Um fumante vem para o jantar, de Bell Kranz para a revista Casa e Comida, de outubro de 2009.


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